O Gigante Verde e Amarelo Acordou!

Quem critica e não faz nada é tão culpado quanto quem está errando. (Gilclér Regina)

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Passamos e sobrevivemos um período eleitoral e a conversa de bar e de esquina voltou a ser mais apaixonada por política, que já estávamos sempre cabisbaixos de tanta tristeza e notícias que machucam qualquer ser vivente honesto deste planeta.
Voltamos a dividir o espaço com futebol, corrupção, lava-jato, economia, cenários, tendências, “burradas” de muitos governantes, violência e tantas outras coisas... Como se tudo isso não dependesse de política.
Aí vem o “bacana” e diz que não entra em política porque lá só tem gente que não presta, que não “se mete” em política, que é tudo corrupção, que é a mesma panela de sempre... E a pensar assim, continuaríamos na mesma panela. Parece que a coisa mudou. Só o Senado da República renovou 85% do seu quadro. Que história.
Como é que vamos mudar a situação de um país, de uma comunidade se os bons não querem participar? Isso era miopia de mercado, de pessoas que tinham credibilidade, um enorme talento, mas que não estavam enxergando além do próprio umbigo.
Afinal, como é que se constrói uma nação sem passar pelo caminho da política? Se você discutir trabalho, educação, saúde, violência, menores abandonados, violência doméstica, coisas boas e ruins, tudo passa pela política de uma cidade, de um estado, de um país e se queremos o melhor precisamos incentivar os melhores a participar.
Sei que há principalmente o descrédito das pessoas. Mas vamos lá, o título desta matéria sugere o que acontece frequentemente em terra verde amarela.
Segundo o guru do marketing mundial, Alvin Tofler, o analfabeto do terceiro milênio será aquele que não souber aprender, desaprender e reaprender.
Transformando um pouco deste pensamento para a política, setor tão vital para a existência de uma nação, para a economia de um país, para o bem estar dos cidadãos, pensei que o pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da carne, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio, tudo depende de política e “parece que não sabe” num mundo de “faz-de-conta” que tudo o que existe na vida depende de decisões políticas ou há interferência dela.
É, parece que as redes sociais mudaram tudo isso. Eu venho dizendo em minhas palestras desde 2015 que o próximo presidente seria eleito pelas redes sociais e eles faziam chacota do que eu dizia. Eles me diziam: Ah então quer dizer que o Enéias seria presidente? E eu respondia que seria sim, se tivesse as redes sociais ao seu lado como teve o Bolsonaro. A verdade é que o gigante verde e amarelo acordou.
O Analfabeto político é tão “burro” que se orgulha de estufar o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o “mal esclarecido” que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto, colarinho branco, o lacaio das empresas, sejam elas nacionais, estatais, muito nacionais ou multinacionais.
Quem critica e não faz nada é tão culpado quanto quem está errando. Tem muita gente que peca por ação, isto é, erra, mas dá a cara para bater... outros erram por omissão, esses são os piores. São sempre pedra na vidraça. O perigo? É quando estes assumem o poder!
Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!