Excesso de Bagagem!

''As coisas básicas, essenciais e óbvias é o que aprendemos por último. '' (Gilclér Regina)

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Em tantas palestras que tenho feito e em muitas conversas com amigos, falo que nem o sucesso, nem a felicidade são coisas do destino. O que importa é a viagem, é o nosso dia-a-dia. A prosperidade é uma consequência, um prêmio pela atitude sincera e verdadeira que o ser humano tem ao caminhar pela estrada da vida e não um ponto a ser atingido.
Avida é o presente, uma dádiva dos Céus e, portanto, o mais importante, aquilo que chamamos de essencial é o que aprendemos por último.
Assim, se vamos a um Nutricionista, descobrimos que não sabemos nos alimentar, pois isto é diferente de comer. Se vamos a um Psicólogo, descobrimos que aquela pessoa que sempre pensamos ser, de fato, não somos. E assim, descobrimos uma verdade primária, pois pensamos que sabemos muito mais do que realmente sabemos sobre as coisas, incluindo nós mesmos.
As coisas básicas, essenciais e óbvias é o que aprendemos por último. Desconhecemos e muito, até as coisas simples e elementares da vida como comer, dormir, sentar-se... Imagine o que desconhecemos, então, das coisas mais profundas e significativas da existência.
Este é o excesso de bagagem que temos de abandonar em nossa viagem, a falsa certeza de que sabemos o bastante sobre todas as coisas.    
Precisamos vestir uma túnica da humildade rumo ao crescimento, ao aprendizado e sem ela, nada, jamais, será possível.
Quando fazia parte da Universidade de Princeton, Albert Einstein, uma das maiores mentes da história, dedicava-se regularmente a uma em especial, que causava grande estranheza a seus colegas.
Duas vezes por semana ele dava aulas de matemática para uma garotinha da escola primária. Seus colegas de universidade frequentemente lhe perguntavam como ele podia perder parte do seu precioso tempo dando aulas àquela pequena. Einstein respondeu: “Vocês não imaginam as perguntas maravilhosas que ela faz”.
A sua humildade lhe permitiu ver o mundo, o universo e a física com olhos de criança, e foi assim que revolucionou a ciência, exercitando a ingenuidade do olhar e aprendendo a fazer perguntas tal qual uma criança as faz, sem preconceitos, autêntica, sem prender-se a paradigmas, voando com o pensamento e a imaginação.
Um conselho onde podemos aprender muito é: vamos nos libertar do excesso de bagagem, representado por suas aparentes certezas. Vamos buscar o novo, fazer uma viagem diferente. A leitura diária pode ser um diário de bordo, com anotações positivas das atitudes que devemos ter. Ao içar suas velas, se você não sabe para onde ir, saiba que todo vento é bom e se você sabe onde quer chegar, ajuste as velas!
Lembre-se, pensamos que sabemos muito sobre as coisas, mas as verdades se aprendem por último, mesmo que sejam elas uma renovação daquilo que já se sabe.
Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!